CONVERSAMOS COM ED LOPES, ARTISTA QUE VEM SE DESTACANDO NA CENA ELETRÔNICA

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CONVERSAMOS COM ED LOPES, ARTISTA QUE VEM SE DESTACANDO NA CENA ELETRÔNICA


Esse é o último lançamento de Progressive House do artista, ele vai migrar sua linha sonora para o Melodic Techno

por Redação RÁDIO TECNO HOUSE

Aos poucos Ed Lopes vem conquistando seu espaço na cena eletrônica, ao todo já foram mais de 10 lançamentos desde que Ed deu o ponta pé na sua carreira como produtor. O start de toda essa evolução na carreira tem pouco menos de 2 anos, e foi a pandemia que o ajudou a crescer e se consolidar como artista.

Seu mais recente lançamento, “Love Will Find You”, pela Cactunes Records, pode ser classificado como um Progressive House, apesar de possuir elementos variados e o vocal um pouco distinto daqueles que a gente costuma ouvir em faixas do gênero. Essa será a última música que Ed irá lançar na linha do Progressive House, o artista está migrando sua sonoridade para o Melodic Techno e espera colher bons frutos dessa nova fase!

Confira na íntegra nossa conversa com o artista e saiba mais detalhes sobre sua carreira, sonhos e lançamentos!

RTH: O que te inspira na formação de sua assinatura sonora e quais são suas principais referências?

Minha trajetória como DJ e produtor se iniciou na pandemia, mas a história com a música eletrônica começa bem antes, e com ela as referências musicais que eu fui adquirindo. 

Há 17 anos atrás, me apaixonei pelo Acid Techno e Hard Techno, durante muitos anos fui um grande fã do Psytrance e nos últimos 5 anos acompanhei a evolução de alguns estilos como Melodic Techno, Melodic House, Progressive, House, Afro House e, mais recentemente, Organic House.

Tudo isso para dizer que minhas influências são bem variadas – tento me apegar mais às ideias que aos rótulos musicais. Hoje, especialmente em 2022, venho migrando minhas produções de um Progressive House mais acessível que marcou meus primeiros lançamentos em 2020/2021 para um som mais conceitual, entre o House e o Techno. 

Essa diversidade sonora ficou bem clara agora em Fevereiro, quando lancei uma track de Melodic Techno e uma de House na mesma semana. Dizem que não é a melhor estratégia para otimizar o crescimento da base de fãs, mas o processo de criação pra mim é muito mais voltado pra o que eu venho sentindo no momento do que para um apego religioso a um estilo.

Eu diria que, como labels, tenho muitas referências, indo de Anjunadeep a Afterlife. No Brasil, acho que a Prisma Techno, com quem lancei uma música recentemente, vem se destacando bastante.

Sobre os artistas que me inspiro, acho até complicado listar – é uma longa lista.

RTH: Como foi o processo criativo de “2030” e como foi o processo de escolha para fazer parte do V.A da Prisma?

“2030” é meu primeiro lançamento de Techno, então foi um grande processo de aprendizado produzir a música – são elementos totalmente diferentes do que eu vinha utilizando nos últimos lançamentos.

O resultado do trabalho foi bem positivo. Foi uma honra estrear no Techno por uma label tão renomada, que lançou faixas de artistas referência pra mim como Binaryh, Blancah, L_cio, Anderson Noise, André Salata, entre outros tantos.

Conheci o Thito Fabres, A&R da label, quando postei no Instagram um video tocando uma track do Binaryh que saiu pela Prisma. Mantivemos contato e acabamos lançando a música no VA Evolution, que sai anualmente – foram alguns meses (e algumas melhorias de masterização e outros detalhes) entre falarmos sobre a track e lançarmos.

RTH: Como é sua relação com o Nordeste brasileiro, conta um pouco do público e os lugares onde você já se apresentou?

Essa pergunta é especial, pois eu nasci e cresci em Fortaleza. É, e sempre vai ser o lugar no mundo com mais cara de casa, apesar de não morar lá há 12 anos e ter sido tão bem acolhido em São Paulo e nos outros lugares por onde passei.

A cena da música eletrônica vem se desenvolvendo muito no Nordeste, mas ainda está longe de ser o que é no Sul/Sudeste do país. São poucos eventos dedicados ao underground nas maiores cidades, o que torna tudo mais difícil para quem quer crescer com uma proposta diferente na música. 

O Nordeste tem muito talento – é uma questão de tempo até a cena underground local ganhar mais relevância. O trabalho que labels como a Sabiá Records vem fazendo não perde em nada para labels renomadas do país.

Nesse contexto, consegui ter uma agenda em lugares como Jeri e Pipa, onde venho tocando quase que trimestralmente, e poder tocar meu som – principalmente o que venho trabalhando mais recentemente, que tem uma identidade mais noturna – é um prazer imenso.

Uma grande virada de chave na minha jornada (a principal até hoje, eu diria) foi tocar no Reveillon de Carneiros. Fiz o warm up para o Claptone e tive oportunidade de conhecer grandes artistas e produtores nos bastidores. Mudou muita coisa de lá pra cá.

No Ceará, tive a oportunidade de ver a pista lotada em algumas datas recentes, como no icônico Café Jeri, onde tive a oportunidade de tocar 3 dias seguidos, na Nox Jeri, na Summer House (pegando a pista quente depois da lenda Gabe) e em alguns beach clubs de Fortaleza. Já em Pipa, foram gigs incríveis na praia, na balada e até em barco, em Novembro, além de 6 datas fechadas pro Carnaval desse ano – vai ser uma sequência incrível.

RTH: Na sua opinião, qual a razão do sucesso e solidez de um projeto de música eletrônica?

Acho que resiliência e qualidade são os principais fatores. 

Qualidade vem com o tempo – seja ganhando horas de vôo na produção musical, adquirindo feeling e experiência na pista ou estudando sobre o lado do music business. Talento acelera as coisas, mas é impossível adquirir a bagagem necessária sem muita dedicação.

Resiliência também é fundamental. Na prática, o que vejo e ouço de quem tem mais tempo de carreira é que tem que saber ouvir “não” muitas e muita vezes e não desistir.

RTH: Mesmo com poucas datas, a constância dos lançamentos do seu projeto durante a pandemia prevaleceu. Como você vê enxerga o cenário para artistas que estão trilhando um caminho na cena independente por enquanto?

É um caminho duro, mas existem oportunidades. A cena nos maiores centros, como São Paulo, pode ser um pouco fechada, principalmente em um contexto de retomada da pandemia, mas acho que talento e esforço sempre vão prevalecer – é fundamental acreditar nisso pra seguir focado.

RTH: Se você pudesse escolher um artista brasileiro para colaborar, quem você escolheria?

Se é pra sonhar alto, acho que vamos de #1. Lançar com a ANNA seria um sonho, principalmente agora que estou migrando pro Techno.

RTH: Cite 5 clubes que têm o seu coração aqui no Brasil.

Warung, D Edge, Laroc, AME e a Green Valley.

É sem dúvidas meu top 5 dos sonhos pra tocar aqui no Brasil.

RTH: O que podemos esperar de novidades do projeto Ed Lopes para 2022?

Vem muitos lançamentos pela frente. O EP “Watershed” sai agora em Março pela One Million Records e tenho mais de 10 tracks prontas ou em finalização para lançar ainda esse ano, várias testadas com sucesso nas pistas recentemente. O projeto vem evoluindo muito do ponto de vista da produção e a ideia é só melhorar daqui pra frente – tenho estudado muito e trabalhado com artistas incríveis (vem collab boa por ai com alguns nomes de peso!)

Espero também continuar rodando pelo mundo pra tocar. Vai ser incrível apresentar meu trabalho em mais e mais cidades pelo Brasil e já tenho algumas datas fechadas fora do Brasil. Vem muita novidade por aí!

RTH: O que a música representa para você?

Uma oportunidade de expressar quem eu sou de verdade sem medo. Sempre foi isso, mesmo antes de me tornar artista.


 

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