UM ANO DIFÍCIL MAS TAMBÉM DE MUITAS CONQUISTAS E EVOLUÇÃO, CONVERSAMOS COM O DJ E PRODUTOR BRASILEIRO, ALOK

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UM ANO DIFÍCIL MAS TAMBÉM DE MUITAS CONQUISTAS E EVOLUÇÃO, CONVERSAMOS COM O DJ E PRODUTOR BRASILEIRO, ALOK


Em entrevista exclusiva à Rádio Tecno House Brasil, Alok conta mais detalhes dos projetos que estão por vir em 2022

Depois de conquistar o #4 no TOP 100 DJs Da DJ Mag, Alok conversou com a nossa equipe e contou detalhes da união entre a sua equipe, o que torna todo o processo criativo e art´ístico diferente. O artista brasileiro que hoje é um dos principais fomentadores da nossa música eletrônica fora do Brasil, vai lançar o seu primeiro álbum autoral no ano que vem.

O projeto foi todo produzido no estúdio Sonastério, em Minas Gerais. “Futuro Ancestral” é uma collab entre Alok e algumas tribos indígenas e tem como propósito mostrar a importância entre compreender o passado, as tradições e a sabedoria desses povos para a nossa sociedade e cultura.

Alok ainda conta sobre a sua apresentação no festival UNTOLD, detalhes sobre o Instituto Alok e a collab com o astro John Legend. Confira a entrevista na íntegra.

RÁDIO TECNO HOUSE Como você se sente em representar o Brasil como o 4ª melhor DJ do mundo?

É uma construção diária que acontece a cada novo trabalho, lançamento, projeto… É também uma conquista da equipe. Existem muitos significados atrás deste ranking. Poder representar a música brasileira no mundo, mostrar o nosso potencial criativo e artístico é uma honra, mas também uma responsabilidade em manter o nível sempre no alto e buscar a todo momento inovações. 

Sou uma pessoa curiosa que gosta de percorrer novos caminhos e vivenciar coisas novas na música e nas minhas apresentações. Por isso nos meus shows a entrega é de 110%, quero o público em uma onda vibracional positiva que aquele momento seja único para todos nós. 

RTH: Como foi a experiência de retornar aos palcos tocando fora do Brasil e em um grande festival como o UNTOLD?

Foi incrível! Após quase dois anos longe das apresentações com público, sentir a energia emanada pela galera foi demais, serviu como uma dose de ânimo e esperança.

Estamos todos bastante cautelosos com as medidas de segurança nos shows. A volta dos eventos de alguma forma representa um voto a favor da ciência que vacinados estamos aos poucos nos sentindo seguros para convivermos. A queda no número de infectados é a prova da eficácia da vacina. 

O retorno dos shows é também a retomada de um setor que foi fortemente abalado e que agora reaquece o mercado do showbusiness gerando empregos e rendas.    

RTH: O que podemos esperar do projeto Alok para 2022? 

Para 2022 tem o meu projeto, talvez o mais importante da minha carreira. Ainda no primeiro semestre vou lançar o documentário acompanhado do meu primeiro álbum autoral: o “Futuro Ancestral”. Está sendo feito cuidadosamente, terminamos a captação de imagens e sons e agora estamos na fase de pós-produção. É um projeto colaborativo meu e de algumas tribos indígenas. A importância está em compreender o passado, as tradições e a sabedoria dos povos originários. É preciso propor um novo imaginário coletivo para o que chamamos de futuro. 

RTH: Pelo segundo ano consecutivo você foi confirmado no Palco Mundo do Rock in Rio. Podemos dizer que o projeto Alok está alcançando as metas projetadas ao longo do ano? 

Podemos dizer que as metas e estratégias traçadas pela equipe estão sendo alcançadas. Temos uma agenda a cumprir em 2022 que inclui Brasil e exterior. Além de outros projetos que acontecem em paralelo aos shows. Ano que vem será de bastante trabalho!

RTH: Conta um pouco do seu projeto social e por que você resolveu cria-lo.

O Instituto Alok nasceu a partir das ações filantrópicas que eu participo e após um período de depressão pelo qual passei. Foi uma época em que não encontrava mais sentido na vida, eu havia alcançado muitas coisas materiais antes dos 30 anos de idade, mas faltava algo. Ã época cheguei a comentar que havia sido curado da depressão através do ato de caridade e a partir do contato com o divino. A questão da vida não é acumular milhões, mas transformar o mundo em um lugar melhor. 

O Instituto trouxe mais significado as minhas práticas sociais, se tornou ferramenta de mudança social. Atuamos no Brasil, África e Índia em três pilares fundamentais: acesso à formação, tecnologia e ao crédito para empreender; direito à alimentação e riqueza nutricional e produção sustentável; inclusão e desenvolvimento humano.   

RTH: Sobre os lançamentos, o que podemos esperar para os próximos meses? 

Temos muitas músicas para vir outros tantos projetos que estão para acontecer. Neste mês estreamos o “Tobomusik” que será uma atração do Beach Park, no Ceará, com uma experiência musical e efeitos especiais que vão animar os frequentadores do parque. Temos dezenas de ações sociais em desenvolvimento ainda para 2021 e outros tantos já em curso e que estamos fazendo o balanço o de seus impactos um ano após o lançamento do Instituo Alok. Um dos mais recentes e que está em curso é o Pretas Potências que vai financiar vinte projetos de mulheres empreendedoras pretas e afro-indígenas, além de oferecer mentoria para os seus negócios.   

RTH: Como foi ter produzido a música “In My Mind” ao lado do John Legend?

Havia feito a música no começo da pandemia, mas ficou parada por um tempo até que tive a oportunidade de mostrar ao John Legend que adorou o som. Fizemos algumas modificações para imprimir a personalidade dos dois. Ele deixou um pouco mais romântica, eu dei uma sonoridade dançante. Gostamos bastante do resultado. 

RTH: Conta mais sobre o álbum que você gravou durante a pandemia com a comunidade indígena.

Este certamente é um dos projetos mais importantes da minha carreira e acontece em um momento sócio-histórico que só nos confirma a importância de levar a sabedoria ancestral dos indígenas cada vez mais longe, para além do chão das aldeias. 


 

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