Disconexa lançará 1ª coletânea de música eletrônica

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Disconexa lançará 1ª coletânea de música eletrônica


Um dos coletivos mais articulados da cena eletrônica natalense, o Disconexa está planejando um novo passo para além da pista de dança: criou um selo, e vai lançar a primeira coletânea de música eletrônica totalmente potiguar. Será a “Ruma – Vol. 1”, álbum virtual que será lançado no dia 21 de janeiro. O disco trará músicas de 11 produtores locais, mostrando a diversidade que movimenta o cenário contemporâneo desse tipo de música em Natal - que durante muito tempo permaneceu longe dos holofotes. 

O produtor e DJ Mateus Tinoco, um dos fundadores da Disconexa, conta que era um desejo antigo possuir um registro das produções eletrônicas locais. “O coletivo nasceu em 2017, sempre com o intuito de preencher lacunas na nossa cena, criar uma plataforma para estimular o povo a fazer seus próprios sons”, diz ele à TRIBUNA DO NORTE. O pontapé que faltava veio com a pandemia. “Sem poder fazer eventos, a gente pôde se juntar e produzir, e a 'Ruma' foi surgindo”, completa. 

O primeiro volume de “Ruma” reúne 11 músicas de produtores diversos. Segundo Mateus, é uma amostra da sonoridade plural da música eletrônica. “Tem desde música pra dançar, até momentos mais experimentais e abstratos. Cada produtor ficou bem à vontade pra fazer o que quisesse”, diz. O álbum traz nomes como Trancabaixo, B-Waves, IVNU, Dante Augusto, DJ Gameshark, Liza Waves, Dextina, Desktop is, VZL Swami, BEX, e Tinoc. 

Nem todo mundo da coletânea é DJ, como se poderia esperar. E isso reflete a diversidade de sons que formam o disco. “O Dante, por exemplo, veio do rock e tem muita influência do John Frusciante (guitarrista do RHCP); a Dextina é de uma banda punk; a BEX é uma cantora de trip hop, enquanto eu sou um DJ de house. Cada um pôs sua personalidade e bagagem musical nessa trilha”, explica. Então em “Ruma” o ouvinte irá do techno e house aos breakbeats, ambient, electro, e sons indefiníveis. 

Além de lançar o álbum em janeiro, Mateus ressalta que a Disconexa também pretende fazer oficinas e cursos de produção, para que mais talentos possam ser descobertos. “Há uma efervescência na cena eletrônica natalense atual, e a gente quer aproveitar isso também. Vamos dar ferramentas a quem quer produzir. Novos volumes da 'Ruma' precisam vir por aí”, afirma. 

A Disconexa teve por oito meses o seu espaço próprio, a boate LCD, na Ribeira. A casa foi fechada devido a pandemia, mas Mateus afirma que em 2022 o coletivo voltará a fazer suas elogiadas festas. “Estamos planejando algo para fevereiro. Será ao ar livre, e com a nossa marca registrada de diferencial quando o assunto é festa”, garante. Mateus é DJ desde 2014, e já produziu para artistas como Potyguara Bardo. (por Tádzio França). 


 

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