Field e Amazon Club: dois clubes catarinenses que fazem parte da história do Doctor Jack

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Field e Amazon Club: dois clubes catarinenses que fazem parte da história do Doctor Jack


Na música eletrônica, o estado catarinense é conhecido por ser berço de alguns dos principais clubes do globo, como o prestigiado Green Valley, que já foi número #1 do mundo em algumas oportunidades, além do Warung Beach Club e El Fortin, que também sempre figuram no Top 100 clubes da DJ Mag. Mas se engana quem pensa que a cena é movida apenas por eles.

Em outras regiões do estado, dois importantes clubes vêm construindo uma trajetória de respeito, ambos com mais de 10 anos de história: estamos falando do Amazon Club, em Chapecó, no oeste catarinense, e o Field Club, em Papanduva, cidade do Norte-Nordeste do estado. O que eles têm em comum? Além de um público fiel à casa, tanto o Amazon quanto o Field abraçam uma dupla de DJs no seu time de residentes: Doctor Jack.


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Doctor Jack no Field Club - Foto: ZOOE

O duo assumiu residência primeiramente no Field, ainda em 2018, enquanto na Amazon o convite chegou mais recentemente, no início de 2020 — mas a história com cada um dos clubs já vem de mais tempo.

“A primeira gig como residente no Field Club foi no aniversário de oito anos do clube, com Gabe. Tocamos antes do Pimpo Gama e, com certeza, foi umas das melhores noites que já tivemos, o set fez a pista vibrar o tempo todo, foi épico”, lembram. Já no Amazon, a estreia foi na pista conhecida como Selva. “Abrimos a noite e logo após quem assumiu foi o LouLou Players. Essa foi a nossa porta de entrada para várias outras noites até vir o convite da residência de forma inesperada, por um post do Instagram deles, foi uma surpresa e tanto”.




O que será que levou o duo a conquistar essas duas residências em clubes com cenas distintas? Geralmente, o que credencia o DJ para conquistar tal posição é a sua familiaridade e conhecimento do público da casa — justamente o que explica Jaquelí, metade do duo. “Nós temos e criamos um caso de amor por ambos os clubes. Com toda certeza é o sonho de muitos DJs brasileiros conquistarem essas residências! O primeiro passo para conquistar espaço no Field foi a nossa amizade com o Ary, dono do clube, que ajudou nosso projeto a conquistar muitas coisas boas, inclusive engajar o público do Field e de outros lugares. Essa união de fatores nos levou até o palco e nossa música caiu nas graças da galera. A gente precisou se adaptar ao momento do clube e fazer o melhor por ele. Deu muito certo”.

Ary Junior conta que antes da inauguração oficial do Field, em 2010, já rolavam as privates na chácara onde hoje é o club e que o laço e o crescimento da marca se deve muito a união dos amigos da região que formaram a cena local. “Nossa ideia sempre era nos reunir e ouvir música boa, fazer novos amigos e curtirmos aquele momento único e marcante. Então a música e os amigos sempre foram nosso grande aliado e isso gerou nossa conexão com o Doctor Jack, que compactuam dos mesmos ideais que os nossos. Admiramos muito o carisma deles com o nosso público, a música, a conexão e a força que criamos juntos”. 

A história com o Amazon também não é muito diferente, já que a proximidade existe desde o primeiro dia em que o Doctor Jack frequentou o clube, na inauguração. “Nós conseguimos criar um público, um conceito e uma imagem aqui na nossa região, o que abriu os olhos do Amazon para nosso projeto, mas não foi fácil tocar lá, demorou cinco anos para este feito. O clube sempre teve sua cena mais voltada ao underground, mas nunca deixou de lado o mainstream. A gente também precisou adaptar nosso som à realidade deles e acreditamos que essa versatilidade que criamos foi essencial para confeccionar e moldar nossa característica musical, na produção e na pista! Hoje conseguimos ter um público fiel em ambos os clubes fazendo o mesmo som, nossa adaptação sonora foi tão longe que hoje em dia nossos sets encaixam nos dois locais”, explica Gabriel, do Doctor Jack.




Relembrando o surgimento dao Amazon, Mauricio Bertolini conta que o clube foi fecundado também em festas privadas que começaram três anos antes da inauguração oficial, em 2009, com um objetivo: “fazer as pessoas felizes”. Ele lembra que os DJs tocavam house, progressive house e techno, sempre com muita energia de seu maior tesouro: as pessoas. “São as pessoas que fazem tudo acontecer, nosso trabalho é reger tudo isso e transformar em ação, estar atendo ao mercado e ver quem está realmente trabalhando para fazer acontecer, aí entra o Doctor Jack nessa residência estabelecida no final do ano. A ação do trabalho que eles fazem dia a dia, seja nas suas produções autorais ou em eventos para fomentar a cena local, cria essa conexão com nosso principal objetivo que é ‘fazer as pessoas felizes’”.

Com a retomada gradativa dos eventos — mesmo que ainda sem aquele "aglomero" que tanto sentimos falta no dancefloor — o Doctor Jack voltou há algumas semanas aos palcos para tocar. No dia 21 de agosto, o projeto fez seu retorno ao Amazon para uma gig que foi muito especial. “Conseguimos matar a saudade do palco e da energia das pessoas! Agradecemos demais a todos pelo carinho de sempre, está sendo demais essa conexão, em breve nos vemos na pista, amazon lovers”.

Jaquelí e Gabriel, além de DJs e produtores, também fazem alguns eventos e já estão de olho na programação do ano que vem. Na agenda, algumas datas já estão fechadas e em breve veremos mais produções do duo, ainda neste ano. Quer saber de tudo? Basta acompanhá-los pelo Instagram ou Facebook.


 

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